CIEP 341 - VEREADOR SEBASTIÃO PEREIRA PORTES
Professora: Rose Amaral
Disciplinas: Estudos Orientados/ Laboratório de Linguagens e Suas Tecnologias
Aluno(a): __________________________________ N°____ Turma: ( ) 1001 ( ) 1002

Arte Africana
Arte têxtil Adinkra
A arte africana é um vasto conjunto de expressões culturais que variam de acordo com a região do continente e a história de cada povo, incluindo técnicas como escultura, pintura, cerâmica, têxteis e máscaras. Muitas vezes, essas artes têm um papel funcional ou ritualístico, representando crenças religiosas, valores éticos e a conexão com a natureza e os ancestrais.
Características principais
Funcionalidade e espiritualidade: a arte não é apenas estética, mas frequentemente tem propósitos sociais e espirituais, como nas máscaras usadas em rituais de funerais ou celebrações.
Diversidade de materiais: utiliza-se uma grande variedade de materiais, incluindo madeira (o mais comum para máscaras e esculturas), ouro, bronze, marfim, barro, metais, tecidos e até o corpo (pintura corporal e tatuagens).
Temas recorrentes: a figura humana é um tema central, com foco em valores étnicos, morais e religiosos. Pinturas podem apresentar cenas de caça, guerra e rituais.
Conexão com a natureza: reflete a forte ligação com o ambiente natural, com o uso de elementos da natureza e representações de animais e cenas de caça, além de crenças em entidades espirituais ligadas às forças naturais.
Exemplos de manifestações artísticas
Esculturas: esculturas sofisticadas, como as dos impérios de Benim (com cabeças de bronze e terracota) e Ié (com foco em tecelagem e estamparia), são exemplos da riqueza da arte africana.
Máscaras: usadas em cerimônias e rituais, são feitas de diversos materiais e carregam profundo significado místico.
Pintura: utilizada para decorar paredes de casas sagradas, celeiros e também o corpo.
Têxteis: a arte têxtil é destacada, como os tecidos adinkra do povo Akan, que carregam mensagens visuais estampadas.
Arte contemporânea: a arte africana atual dialoga com a herança cultural do continente, explorando temas como identidade e resistência, utilizando linguagens como fotografia e audiovisual.
Influência no Brasil
A cultura africana, trazida principalmente pelos povos bantos e nagôs, deixou uma marca profunda na cultura brasileira.
Manifestações como o samba, o maracatu, a capoeira e o afoxé são expressões culturais africanas mantidas e adaptadas no Brasil.
A arte brasileira contemporânea também foi influenciada, com artistas afro-brasileiros explorando temas de identidade e ancestralidade.
Atividades
1) A arte africana não é apenas ________________, mas frequentemente tem propósitos sociais e _____________, como nas máscaras usadas em rituais de funerais ou celebrações.
2) Qual é o material mais comum para confecção das máscaras e esculturas africanas?
3) Qual é o tema central da arte africana?
4) A arte africana reflete uma forte ligação com o ______________ natural.
5) A arte têxtil africana é destacada, como os tecidos adinkra do povo:
( ) Akan. ( ) Asteca. ( ) Marajoara.
6) Manifestações como o samba, o maracatu, a capoeira e o afoxé são expressões culturais africanas mantidas e adaptadas no Brasil.
( ) Falso. ( ) Verdadeiro.
Palavras de origem africana
O português que falamos no Brasil tem muitas palavras de origem africana, você sabia?
Os povos bantos, que habitavam o litoral da África, falavam diversas línguas (como o quicongo, o quimbundo e o umbundo). Muitos vocábulos que nós usamos frequentemente vieram desses idiomas. Quer exemplos? "Bagunça", "curinga", "moleque", "dengo", "gangorra", "cachimbo", "fubá", "macaco", "quitanda".
Outras palavras do português falado no Brasil também têm raízes africanas. Muitas delas vêm de diferentes povos do continente, como os jejes e os nagôs (que falavam línguas como o fon e o iorubá). Palavras como "acarajé", "gogó", "jabá" e muitas outras passaram a fazer parte do nosso vocabulário, foram incorporados à nossa cultura.
Dizem que a língua banta tem uma estrutura parecida com o português, devido ao uso de muitas vogais e sílabas nasais ou abertas. Deve ser verdade, observe os sons da palavra "moleque" e de "gangorra". Parece também que o jeito malemolente (isto é, devagar e cheio de ginga) de falar facilitou a integração entre o banto e o português.
A verdade é que hoje a gente usa tantas palavras africanas que nem repara em sua origem. Quer ver? O que seria do Brasil sem o "samba"? E tem mais: "cachaça", "dendê", "fuxico", "berimbau", "quitute", "cangaço", "quiabo", "senzala", "corcunda", "batucada", "zabumba" e "bafafá".
Atividades
1) O português que falamos no Brasil tem poucas palavras de origem africana.
( ) Falso. ( ) Verdadeiro.
2) São palavras de origem africana:
( ) bagunça. ( ) abacaxi. ( ) dengo. ( ) pipoca. ( ) quiabo. ( ) pitanga.
3) O jeito _______________ (isto é, ______________ e cheio de ginga) de falar facilitou a integração entre o _____________ e o português.
O seu lugar é onde você quiser estar
A abolição da escravatura no Brasil aconteceu oficialmente em 13 de maio de 1888, com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. No entanto, a simples promulgação da lei não significou o fim das marcas deixadas por mais de três séculos de exploração. Milhares de africanos foram arrancados de suas terras e transportados nos navios negreiros, em condições desumanas, apertados em porões insalubres, privados de dignidade, ar e alimento. Muitos morriam no trajeto, e os que sobreviviam eram vendidos como mercadorias.
O trabalho escravo, dentro das fazendas, minas e cidades, foi marcado pela humilhação, violência e exploração extrema, negando aos homens e mulheres negras qualquer direito de escolha ou reconhecimento como pessoas. A escravidão não terminou com a lei: ela deixou uma herança de exclusão que ainda se manifesta no presente. A cor da pele continua a ser determinante no acesso a bons empregos, educação de qualidade e bens de consumo, reforçando desigualdades históricas.
Mais de um século depois, cabe refletir: o Dia da Consciência Negra deve ser apenas uma celebração da cultura africana, ou também um momento de repensar se a sociedade brasileira ainda não está barrando os negros de entrar em espaços que permanecem privilegiadamente brancos?
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