Projeto: 2° ANO
CIEP 341 - VEREADOR SEBASTIÃO PEREIRA PORTES
Professora: Rose Amaral
Disciplinas: Arte
Aluno(a): __________________________________ N°____ Turma: 2001 e 2002
Palavras de Origem Indígena
Mesmo sem ter a menor noção da origem, você deve utilizar tantas palavras indígenas no seu dia a dia que terá até um susto com algumas delas. A maioria dessas palavras são substantivos, mas também encontramos adjetivos e verbos.
É difícil calcular toda a contribuição linguística dos indígenas para o português brasileiro, mas é estimado que só do Tupi ainda usamos cerca de 10.000 palavras. No entanto, além do Tupi ainda temos várias outras línguas, e essa é só uma dos milhares de dialetos.
Dito isso, vamos a uma lista de palavras de origem indígena que foram incorporadas ao português, que você deve usar no cotidiano e nem sabe da origem delas. Veja a primeiro a lista de palavras que têm relação com alimentos:
Abacaxi (ïwaka’ti): ï’wa “fruta” mais “ka’ti” e significa algo que recende.
Açaí (ïwasa’i): é o fruto que deita água, que chora, que dá sumo.
Aipim (aipĩ): é algo que nasce ou brota do fundo.
Capim: (ka’apii): “ka’a” é mato e “pii” é um adjetivo de fino, delgado.
Jabuticaba (ïwapotï’kaba): significa a “fruta em botão”.
Jerimum (iurumún): vem do tupi e significa abóbora.
Mandioca (mandióka): “oka” casa de Mani (essa é a que na cultura indígena deu origem à planta).
Pitanga (pytánga): é algo que tem a cor vermelha.
Samambaia (çama-mbai): significa algo “trançado de cordas”, e faz referência às raízes da planta.
Maniçoba (mandi’sowa): é a comida preparada com a folha da mandioca, chamada de “maniva”.
Mingau (minga’u): recebe esse nome por ser uma “comida que gruda”.
Moquear (mokaen): a palavra significa assar ou deixar seco o alimento para que fique mais conservado.
Moqueca: quer dizer peixe assado embrulhado em folhas, que geralmente é folha de bananeira ou de caeté.
Paçoca (pa’soka): vem de “po-çoc” e tem o sentido de esmigalhar o alimento com a mão.
Pipoca (pi’póka): é o grão que estoura.
Você com certeza usa essas palavras, não é mesmo? Agora, confira outras que têm uso mais geral e que surgem em conversas no nosso cotidiano.
Arapuca (ara-púka): quer dizer armadilha.
Caatinga (kaa-tínga): “ka’a” é mato ou vegetação e “tinga” significa claro, branco.
Capenga: vem de “akanga”, que é “osso” e “penga”, que significa “quebrado”. Portanto, é algo ou alguém que puxa a perna, é manco.
Carioca (kara’ïwa): é como os indígenas chamavam o “homem branco”.
Catapora: “ta’ta” significa “fogo”, algo que arde, e “pora” é aquilo que salta.
Inhaca: vem de “yakwa” e tem o sentido de “odoroso”, alguma coisa que tem o cheiro forte.
Jacaré (jaeça-caré): o bicho recebeu esse nome porque ele “olha de banda”.
Jururu (yuru-ru): significa “pescoço pendido” e quer dizer que alguém está triste, que fica de cabeça baixa.
Maracanã (paracau-aná): são muitos papagaios juntos.
Nhenhenhém (nheeng-nheeng-nheeng): é o famoso “blá-blá-blá”, a conversa fiada.
Pereba (pe’rewa): é como os indígenas chamam uma ferida, um machucado, a chaga.
Peteca (pe’teka): mostra algo que é para bater com a palma da mão.
Pindaíba: “pi’nda” é anzol e “haste” é vara. Portanto, é uma vara de pescar.
Sabiá (s-apia): é o pássaro pintado.
Sapecar (sa’pek): vem do tupi e quer dizer chamuscar.
Viu só como você conhece essas palavras e nem sabia da origem de muitas delas? Esses são apenas alguns exemplos, pois existem uma infinidade de termos que ainda usamos e que são herdadas dos povos originários.
Conhecer mais sobre a nossa história faz que o respeito pelos muitos povos brasileiros seja fortalecido, até por percebermos que há muitas contribuições suas permeadas em nossas vidas.
Estrangeiros em sua própria terra
Portugal colonizou o Brasil em 1500, dando início a um processo de exploração que dizimou grande parte da população indígena. Os povos originários, que já habitavam estas terras muito antes da chegada dos colonizadores, foram reduzidos a uma condição de invisibilidade social. Até hoje, muitos não têm acesso digno à educação, saúde ou mesmo a uma alimentação de qualidade.
Em pleno século XXI, os indígenas sobreviventes ainda são tratados como estrangeiros em sua própria terra, vistos muitas vezes apenas como um povo “exótico”, lembrado superficialmente no dia 19 de abril. Mas será que preservar a cultura indígena significa viver no passado? Precisamos manter viva a memória, a identidade e a diversidade que formam o Brasil, mas por que nossa população é praticamente invisível?
A questão que se impõe é: até quando a população indígena continuará à margem da nossa sociedade? Reconhecer e valorizar os povos indígenas não é um ato de caridade, mas de justiça histórica e respeito àqueles que são, de fato, os primeiros brasileiros.











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